Padrão de Raça Podengo Crioulo

Podengo Crioulo

Raça: Podengo Crioulo

País de Origem: Brasil

Aprovado por: Osmir de Moraes Bastos - Presidente

 

Proveniente da fusão entre cães indígenas nativos e Podengos Portugueses e Africanos, ocorre em todo o Brasil, sendo tradicionalmente usado para a caça, pastoreio e guarda. Recebe outras denominações regionais tais como: Orelhudo, Coelheiro, Pé Duro, Aracambé e Podengo Brasileiro. A variedade miniatura também é chamada de Paqueiro ou Terrier de Minas.

 VARIEDADE STANDARD:

 ASPECTO GERAL E APTIDÕES

Cão de perfil quadrado, corpulência mediana e musculatura bem desenvolvida, com ossatura forte sem ser pesada. Temperamento calmo e sério porém dotado de grande energia e animação quando em atividade, sendo capaz de desempenhar múltiplas funções com grande destreza e inteligência. Muito rústico e resistente a doenças e parasitas.

CABEÇA:

Forte e descarnada, triangular quando vista de cima, com uma base mais larga e focinho afilado.

 REGIÃO FACIAL:

NARIZ – Trufa escura, preta ou fígado, de bom tamanho e com a ponta proeminente. Narinas largas.

FOCINHO – Comprimento inferior ao crânio, mais estreito que o arco zigomático e afilado em direção à ponta. Linha superior reta.

LÁBIOS – Firmes e aderidos, sem sobras, borda superior e inferior bem ajustadas.

 MAXILAS – Fortes, com musculatura maxilar pronunciada, porém não excessivamente saliente. Mordedura em tesoura com dentes grandes e sólidos.

REGIÃO CRANIANA:

CHANFRADURA NASAL ( Stop ) – Suave, formado pela curvatura das arcadas superciliares salientes.

CRÂNIO – De perfil reto, em forma de tronco de pirâmide quadrangular. Arcadas superciliares salientes e sulco frontal visível. Espaço craniano interauricular plano, com occipital ligeiramente protuberante.

OLHOS – Amendoados, de expressão vivaz e alerta, pouco salientes e com pálpebras bem aderidas. Pupilas marrons, dando-se preferência aos tons mais escuros. Pálpebras fortemente pigmentadas, sendo característica constantemente observada a  presença de um risco escuro partindo do canto dos olhos em direção ao maxilar (olho de Hórus).

ORELHAS – Grandes e eretas, de inserção e porte oblíquo, dotadas de grande mobilidade e direcionadas para a frente quando em atenção. Largas na base e de comprimento maior que a largura, de formato ogival e pontas ligeiramente arredondadas.

PESCOÇO – Seco, sem barbelas, comprido e bem musculoso, flexível e proporcional, com curvatura harmoniosa do tronco à cabeça.

TRONCO:

Linha superior reta ou com ligeiro arqueamento formado pela musculatura bem desenvolvida. Linha inferior suavemente ascendente.

 ANTEPEITO – Pouco saliente, com musculatura sólida, porém pouco aparente; não muito largo.

PEITO – Com boa profundidade, chegando próximo ou no nível dos cotovelos, com largura mediana e de bom comprimento, com amplo espaço para os pulmões.

 COSTELAS – Compridas e pouco arqueadas, conferindo boa profundidade ao peito.

DORSO – Reto ou levemente mergulhante, comprido e com omoplatas fortes.

 LOMBO – curto e reto ou ligeiramente arqueado pela curva da musculatura, sendo esta sempre bem desenvolvida, com conseqüente boa largura.

VENTRE E FLANCOS – mais estreitos que a região toráxica sem ser esgalgado.

 GARUPA – Angulação mediana, bem musculada e com bom comprimento e largura.

CAUDA – Inserção mediana, alcançando os curvilhões quando em repouso, mais grossa na base e terminando em ponta, portada mais alta que o corpo quando em atividade, com curvatura mais ou menos acentuada, porém nunca enroscada ou enrolada.

MEMBROS ANTERIORES:

Aprumos corretos e boa musculatura. Ossos fortes, porém não volumosos.

ESPÁDUA E OMBROS – De bom comprimento e inclinação, com angulação mediana e musculatura forte e rija porém pouco saliente.

ANTEBRAÇO – Comprido, forte e reto.

CARPO – Descarnado porém sólido, sem ser volumoso.

METACARPO – curto e sólido, ligeiramente oblíquo.

PATA – Oval, com dedos bem unidos e arqueados, forte e sólida, com almofadas plantares bem pigmentadas e de pele grossa e resistente, unhas fortes e arqueadas, preferencialmente escuras.

 MEMBROS POSTERIORES:

Paralelos e bem aprumados quando olhados por trás, dotados de musculatura bem delineada, forte e seca. COXA – Boa largura e comprimento, com curvatura harmoniosa até os joelhos e musculatura fortemente desenvolvida sem ser pesada ou excessivamente saliente.

PERNA – Angulação mediana e bom comprimento com musculatura seca e bem desenvolvida. Tendões fortes e rijos.

CURVILHÕES – Bem descidos e bem angulados, secos e fortes com articulações paralelas, sem desvios do jarrete para dentro ou para fora.

METATARSO – Curto e sólido, podendo haver presença de ergots, ou quinto dedo, característicos de algumas linhagens.

PATA – Ovalada, com dedos bem arqueados e unidos, unhas fortes e preferencialmente pigmentadas. Almofadas plantares escuras com pele grossa e resistente.

PELAGEM:

PÊLO – Pode apresentar-se em três variedades :

Curto: não deve ser excessivamente curto (pelo de rato), devendo formar franjados curtos  porém definíveis na parte posterior das coxas  e na linha média do pescoço, com cauda em escova.

Duro: pelo de comprimento médio inclusive no focinho, reto e áspero ao toque, com ausência de subpelo.

Longo: pelo de comprimento médio exceto no focinho, sedoso e ondulado, com presença de subpelo.

Coloração: Fulvo, do claro ao escuro, tigrado, preto, preto-e-fogo, cinza, branco, tricolor, malhado em todas as cores descritas.

PELE – Tensa, sem pregas ou barbelas. Mucosas preferencialmente bem pigmentadas.

 ALTURA (Cernelha):

De 40 a 57 cm.

PESO:

 13 a 25 Kg.

MOVIMENTAÇÃO:

Movimentação desimpedida e vigorosa, de bom alcance, com as patas tendendo ao centro de gravidade do deslocamento sem interferir com a movimentação umas das outras.

 VARIEDADE MINIATURA:

 A variedade miniatura do Podengo Crioulo segue as mesmas características do padrão descrito acima, exceto pelas seguintes especificações:

 TEMPERAMENTO – Mais ativo e excitável que o Standard, demonstrando, no entanto, a mesma característica de reserva para com estranhos, além de grande adestrabilidade e capacidade de trabalho.

 CABEÇA – Crânio um pouco mais abaulado que no Podengo Crioulo Standard, com olhos mais arredondados e arcadas  superciliares  mais salientes, porém não exageradas. Devido a estas características, a chanfradura nasal (stop) é um pouco mais pronunciada que nos Standard.

 ALTURA (Cernelha):

De 25 a 37 cm

 PESO:

De 4 a 8 Kg

 PENALIZAÇÕES:

 Leves: Tudo o que se afaste do padrão.

 Graves:

 PESCOÇO – excessivamente maciço ou troncudo.

TRONCO – Linha superior excessivamente arqueada ou lombo selado.

VENTRE – Excessivamente esgalgado ou mais baixo que o peito (barrigudo).

GARUPA – excessivamente inclinada, reta ou estreita.

CAUDA – enrolada ou enroscada

 DESQUALIFICAÇÕES:

 ASPECTO GERAL – Sinais claros de mestiçagem com outras raças

TRUFAS E/OU PALPEBRAS – Despigmentadas

 MAXILAS – prognatismo ou enogmatismo. Falta de dentes ou má implantação destes.

OLHOS – Azuis ou de cores diferentes um do outro.

ORELHAS – Não eretas.

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