SOBRACI – Registro de Pedigree | Sociedade Brasileira de Cinofilia

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08/06/2018

Terrier Brasileiro

Valente, Alegre e Alerta

Grupo 03: Cães Terrier

Função: Caça

País de Origem: Brasil

Expectativa de Vida: 13-16 anos

Tamanho Macho/Fêmea: 35-40cm/33-38cm

Peso: máximo 10kg

  O Fox Paulistinha tornou-se um cão muito popular no Brasil por ser extremamente inteligente, valente, com muita resistência física, ágil e veloz, ótimo cão de guarda e alarme, sendo também muito leal e dedicado ao dono e a família. O Terrier Brasileiro não é de ficar muito parado e tem movimentação saltitante, solta, com passadas curtas e rápidas, que são características da raça. Também pula bastante e adora escalar.  A pelagem é curta, lisa, de textura fina e colada ao corpo. A cor do terrier brasileiro é obrigatoriamente tricolor (tem que ter marcações em tan )  , que pode ser de preto, marrom, azul ou isabela. Na aparência geral o Terrier Brasileiro é um cão de porte pequeno, harmônico, de formas curvilíneas, com ossatura firme, mas não pesada. A cauda é de inserção baixa, podendo ter indivíduos anuros (totalmente sem cauda) ou braquiuros (com cauda curta na segunda ou terceira vértebra) . A cabeça é muito expressiva, com focinho afilado e orelhas inseridas altas e dobradas para frente na altura dos olhos.

HISTÓRIA DA RAÇA

As 3 teorias da Origem da raça:

1ª Teoria

A que consta no padrão oficial da raça terrier brasileiro, diz que descendem de cães do tipo terrier trazidos da Europa pelas esposas dos filhos de fazendeiros, que muito comumente, a partir de meados do século XIX e início do século XX, iam estudar na Europa, e quando retornavam, muitas vezes casados, traziam pequenos cães do tipo terrier, que eram muito comuns entre as famílias mais abastadas de Londres e Paris nesta época. Possivelmente eram das raças Parson russel terrier, jack russel terrier e fox terrier de pelo liso, que eram raças muito comuns na Inglaterra neste período. E estes cães ao cruzarem com cães das fazendas no Brasil, e no campo sendo aproveitados na caça, na guarda e em menor escala no pastoreio de ovelhas, teriam criado em poucas gerações uma nova raça. Com o desenvolvimento das grandes cidades, os fazendeiros e suas famílias migraram para os grandes centros urbanos, desta forma o fox paulistinha sofreu outra mudança de ambiente que teria contribuído em sua formação. Onde inclusive teve a importante função de guardar as mercadorias dos armazéns da ação predatória de roedores.

2ª Teoria

Há outra hipótese bem forte, e com dados históricos que diz que cães de tipo terrier, sem precisão de raça definida, viajavam como caçadores de ratos em navios mercantes, principalmente nos ingleses, desde o século XIX. Os cães teriam sido tripulação fixa nestas embarcações devido ao receio que a população europeia tinha da peste negra, e os cães ajudavam no controle dos ratos. E ao aportarem em portos brasileiros, teriam cruzado com cães locais adaptados as características ambientais brasileiras, e assim acredita-se que o terrier brasileiro teria se originado.  Este mesmo processo teria criado outras raças em outros países. Uma última hipótese menos difundida diz que o terrier brasileiro é um cão autóctone da região onde é hoje o Estado de São Paulo.

3ª Teoria

Ainda há uma outra hipótese com mais bases históricas e plausível do ponto de vista fenotípico da raça, que diz que os cães espanhóis ratonero bodeguero andaluz e o ratonero valenciano sejam os verdadeiros ancestrais do fox paulistinha. Estas raças espanholas são extremamente semelhantes ao terrier brasileiro, verdadeiros sósias, muito mais semelhantes do que as raças britânicas citadas anteriormente. Por isso, aliado a História do Brasil, esta tese diz que ao invés dos cães britânicos, o terrier brasileiro descenda destes dois cães espanhóis que muito provavelmente teriam chegado em massa ao Brasil nos navios da Espanha entre 1580 e 1640, época da União Ibérica, quando a Espanha e Portugal estavam unidas politicamente em um só reino, assim como todas as suas colônias de ultramar, inclusive o Brasil.

Escrito pela Dra. Mônica Grimaldi, juíza Sobraci e criadora de Terrier Brasileiro.

Consulte o padrão da raça: http://www.sobraci.com.br/padrao-de-raca-info.php?id=145

 

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